8 DE MARÇO, UMA DATA DE MUITAS HISTÓRIAS
Falamos a todas as mulheres que tiverem esta reportagem nas mãos, mas nosso objetivo é que esta chegue às mulheres comuns. As mulheres do povo,que saem para trabalhar,voltam para cuidar da família, e da casa, que rezam pelos seus, que vão ao mercado pesquisando onde comprar mais barato,que ainda tem tempo para estuda... No dia 8 de março é o Dia Internacional da Mulher, nos ganhamos um dia entre os outros 364, neste dia recebemos homenagens de patrões, programa de TV, amigos. Porém pouco se fala do verdadeiro significado dessa data. Oito de março é fruto das lutas de mulheres de outros tempos. Trabalhadoras que foram queimadas vivas dentro de uma fábrica, nos EUA quando protestavam por redução de jornada de trabalho e salários mais dignos, em 1908. Dessas lutas ao longo da história resultaram muitas conquistas como: maior espaço no mercado de trabalho, diminuição de dominação do pai e do marido, direito de voto, entre outros. Dá para ver que temos, hoje, o que festejar, mas, é só olhar a nossa volta para percebemos que há muito ainda o que mudar e conquistar.Por isso preparamos esta homenagem. Mas você pode perguntar: o que nós teríamos a dizer para as mulheres com histórias de vida tão diferentes e tantas experiências acumuladas? Primeiro de tudo, quero dar os parabéns pela força com que conseguem levar a vida cada dia, não só a sua, ma a da família, que quase sempre fica aos seus cuidados. Todas as mulheres comuns, que não entram nas páginas dos livros da história. Todas as mulheres comuns, que não entram nas páginas dos livros de história, ou nas telas da TV e do cinema, fazem parte da história de lutas de nosso povo porque enfrentam todo o dia: o desemprego e o sub-emprego que castigam mais as mulheres, os salários mais baixos que os homens; a precariedade da saúde pública para ela e para os filhos; a violência na rua e em casa; a exploração sexual; a gravidez na adolescência; a tripla jornada de trabalho... Diante dessa realidade, que mais do que palavras no papel são casos vividos por mulheres cotidianamente, faremos aqui um convite á reflexão sobre o porquê dessa situação e se as coisas podem ser diferentes. Hoje, sem sombra de dúvidas, a data é mais que um simples dia de comemoração ou de lembranças. É, na verdade, uma inegável oportunidade para o mergulho consciente nas mais profundas reflexões sobre a situação da mulher: sobre seu presente concreto, seus sonhos, seu futuro real. É dia ara pensar, repensar e organizar mudanças em benefício da mulher e, conseqüentemente, de toda a sociedade. Os outros 364 dias do ano são, certamente, para realizálas. Por isso tudo, viva a mulher, não somente no dia 8 de março [dia da mulher], não somente no segundo domingo do mês de maio [dia das mães], não somente no dia das avós [que são mãe duas vezes],mas sim, viva a mulher, todos os dias, todas as horas, todos os minutos e todos os segundos, porquê a “mulher” é sempre “mulher” todo o tempo.
Reportagem do jornal Bons Negócios
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